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Buco-maxilo Facial
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1 - CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCO FACIAL

1.1 - Histórico Geral

A Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, é uma especialidade Odontológica que trata cirurgicamente as doenças da cavidade bucal, face e pescoço, tais como: traumatismos e deformidades faciais (congênitos ou adquiridos), traumas e deformidades dos maxilares e da mandíbula..
Dentre as doenças existem os tumores benignos e malignos, os cistos dos maxilares.
As deformidades faciais são compreendidas desde as seqüelas de doenças como o câncer, os traumas severos, ou distúrbios do desenvolvimento, como as síndromes ou alterações do desenvolvimento como o prognatismo (aumento dos maxilares), micrognatismo (diminuição dos maxilares) ou a combinação delas.
A cirurgia bucomaxilofacial é realizada a nível ambulatorial (clinica) e/ ou hospitalar. Nos ambulatórios ou clinicas são feitas as cirurgias menores, na sua grande maioria sob anestesia local, onde são por exemplo removidos dentes inclusos, pequenos tumores benignos, cistos, lesões periapicais, implantes dentários , entre outras.
As cirurgias de grande porte são realizadas sob anestesia geral em ambiente hospitalar e demandam maiores cuidados. São as cirurgias de grandes tumores, fraturas faciais, cirurgias ortognáticas para correção de deformidades da face, enxertos ósseos e outras.

1.2 - Breve Histórico das atividades do Dr. Eron em Criciúma e Região 

Desempenhamos nossas atividades na área de Cirurgia Buco Maxilo Facial e Implantes dentários em Criciúma e região desde Janeiro de 1995, trabalhando nos hospitais de Criciúma e em Clinica Particular.

2 - CIRURGIAS NA CLINICA E/OU A NIVEL AMBULATORIAL

2.1 - Remoção de dentes do siso (terceiros molares)

Os terceiros molares, (conhecidos como dentes do siso ou do juízo), que são em número de quatro, encontra-se atrás dos últimos dentes. Hoje, estes dentes e alguns outros, estão com tendências de desaparecer, pois os alimentos que comemos, são cada vez mais moles e, diminuiu bastante a necessidade de cortar os alimentos com os dentes, exigindo menos mastigação gerando, com isso, uma diminuição das arcadas dentárias, reduzindo o espaço para estes dentes.

Nem todas as pessoas apresentam os terceiros molares (dentes do siso), ou podem ainda não apresentarem todos os quatro. Geralmente eles encontram-se mal posicionados, devido a falta de espaço para o seu nascimento. Por isso, os dentes do siso, acabam por empurrar os dentes vizinhos, fazendo com que os mesmos, entortem todos os outros.
Sintomas de dor provocados pelos dentes do siso:
É possível que em alguns casos os dentes do siso (ou do juízo) nem cheguem a nascer, ficando assim inclusos ou apareça só uma parte, chamado de semi inclusos e, também podendo ficar impactados (travados), nos dentes vizinhos. O dente do siso, por ser um dente de difícil higienização, facilmente poderá ser acometido por cáries e gerar problemas gengivais, devido a facilidade de reter os alimentos, podendo comprometer também, os dentes vizinhos. Quando fica semi erupcionado, o dente do siso, pode inflamar o tecido (capuz pericoronário), que pode cobrir parcialmente os dente, quando eles estão nascendo, inflamação essa, chamada de pericoronarite. Isso provoca dores, exigindo atendimento profissional para tratamento dessa dor. .

Em muitos casos, por não ter espaço para nascerem, os dentes do siso podem empurrar e desalinhar ou outros dentes, provocando problemas de má oclusão dentária e sintomas de ATM ou DTM. Assim sendo, nos casos dos dentes do siso inclusos, semi inclusos ou impactados, eles devem ser removidos..
É possível saber antes mesmo deles aparecerem na boca (nascerem), se a pessoa vai ou não tê-los e quantos serão, se causarão algum problema ou se podem permanecer. Para isso o paciente deverá realizar exames radiográficos (Rxs panorâmico), afim que se possa diagnosticar as condições do dentes.

É importante que o diagnóstico seja precoce e o estudo da necessidade ou não, da remoção dos dentes do siso, seja feito, quanto mais jovens for o paciente. O nascimento dos dentes dos sisos é por volta de 17 a 20 anos de idade.. A idade ideal , para avaliarmos e acompanharmos a evolução (através de radiografias panorâmicas) dos dentes do sisos,é por volta dos 16- 17 anos, pois o aumento natural da dureza do osso, que ocorre com o decorrer da idade e características anatômicas da formação e posição em que se encontram os dentes do siso, poderão dificultar a sua remoção, entre outros problemas que podem causar, se essa cirurgia for feita, tardiamente.

Rx panorâmico (figura 1)

Também através desse tipo de radiografia, podemos fazer um estudo de todos os maxilares, dentes, lesões, cistos e outras alterações nos maxilares.. (figura 2)

Cisto odontogênico
Além das radiografias panorâmicas, em alguns casos podem ser necessário utilizar as TC - tomografias, quando temos dúvidas, quando ao posicionamento correto de um dente do siso ou de um supranumerário.

Algumas pessoas (em raros casos), além dos terceiros molares, podem ter também, quartos molares, podendo chegar a 8 dentes do sisos. Veja exemplo na figura abaixo. ???? colocar foto do Bruno

Rxs panorâmico, que apresenta, na arcada superior, quartos molares e dente supranumerário entre os incisivos superiores. Na arcada inferior, do lado direito, apresenta também um quarto molar.

Como é feita a cirurgia remoção, dos dentes do siso?
A cirurgia para remoção dos dentes do siso, depende inicialmente de uma a anamnese (questionário, sobre a saúde do paciente), exame clínico oral e radiológico do paciente e medicações pré operatórias .
Algumas dúvidas, levantadas pelos pacientes:

1) É possível tirar os quatro dentes do siso de uma só vez?
R: É possível sim. Isso depende da posição dos dentes, do tempo de cirurgia e, principalmente, das condições do paciente.

2) Dor após alguns dias da remoção do dente do siso?
R: Esses problemas podem ocorrer, em cerca de 10% das cirurgias, para extração dos dentes dos sisos inferiores (nos dentes superiores é mais raro)e é chamado de alveolite. A causa pode ser, pela saída do coágulo e entrada de alimentos na cavidade ou o organismo, está tentando eliminar, um pequeno pedaço de osso. Para esse problema, o paciente tem que voltar para o dentista, afim de que ele possa lavar a cavidade, para remover os restos alimentares, remover esse osso (se for o caso, fazer uma osteoplastia - arredondamentos das bordas do alvéolo) e colocar um medicamento, na cavidade alveolar, para reduzir a dor e ajudar na cicatrização. Com o tempo, nessa cavidade, vai se formado um tecido, de dentro para fora (é chamada de cicatrização por segunda intenção) e os alimentos não ficam mais retidos.

Sempre antes, de pensarmos em melhorarmos a estética dos dentes, através de movimentações dos dentes (ortodontia) em pacientes jovens ou adultos, recomenda-se antes, avaliar os dentes do sisos, quanto a sua presença e posição, procurando remove-los antes, se esse for o caso, ou acompanhar radiograficamente a sua evolução, para evitar problemas futuros (como desalinhamentos dos dentes - após o tratamento ortodôntico, aumento da dificuldade de remoção destes dentes, problemas de disfunções das ATMs ou DTMs, entre outros), que podem ocorrer mais tarde, para esses pacientes.
Dentes do Siso: sua influência nos Sintomas da ATM (Articulação Temporomandibular), na sua Disfunção (DTM) e no seu Tratamento:
Muitos pacientes nos perguntam, se os dentes do siso, podem causar sintomas e disfunção na ATM ou DTM. Dependendo do caso, eles podem levar o paciente a ter sintomas com essa origem mas, normalmente, mesmo nesses casos, não é só com a cirurgia para remoção do terceiros molares, que podemos ter melhoras desses sintomas, pois os dentes do siso podem já terem alterado, a posição de conforto dos dentes.

2.2 - Remoção de lesões de tecidos moles

2.3 - Remoção de lesões ósseas

2.4 - Enxertos Ósseos Autógenos ( da própria pessoa)

Técnica utiliza material do próprio paciente e apresenta resultados melhores

Os enxertos ósseos autógenos servem para permitir a colocação de um implante comum, quando a falta de um ou mais dentes causa atrofia ou reabsorção dos ossos da região, que ficam com menos altura e espessura.
Além da dificuldade para a implantação, o paciente também pode ter suas expressões limitadas, a boca fica murcha e a fala sofre alterações.

Com essa técnica, o volume perdido é devolvido ao osso atrofiado e o implante pode ser realizado. Mas para garantir a eficácia do procedimento, o enxerto autógeno, com material do próprio paciente, retirado da boca, em reconstruções pequenas e de outros locais como o osso da bacia (ilíaco) ou da calota craniana (parietal) para grandes extensões.

No caso de áreas menores, os enxertos podem ser retirados da mandíbula do paciente nas regiões como: ramo ou corpo da mandíbula, processo coronóide, tuberosidade maxilar. O procedimento pode ser feito em blocos ou em fragmentos.

Apesar dos enxertos ósseos serem mais invasivos, o resultado do procedimento com material da própria pessoa é muito melhor e permite uma implantação mais segura. Além disso, pacientes que perderam seus dentes há muitos anos ou que não conseguem utilizar a prótese dentária podem recorrer a essa técnica.

2.5 - Enxertos Ósseos Liofilizado ( feito em laboratório)

2.6 - Implantes dentários

O que são implantes odontológicos?

Implantes odontológicos ou implantes dentários são parafusos pré-fabricados em titânio que são cirurgicamente inseridos dentro dos ossos da maxila e/ou mandíbula, cuja função principal é a de substituir um ou mais dentes perdidos.

Quais pessoas podem receber implantes dentários?

Todas as pessoas que tenham boa saúde geral e com boas condições ósseas no leito receptor, podem realizar implantes . Até mesmo pacientes diabéticos e fumantes podem se submeter ao tratamento, porém correm um risco maior de não ósseo-integração dos implantes e rejeição de enxertos. Em todos os casos é bom consultar um cirurgião dentista especializado em implantes dentários.

Importante salientar a necessidade de se realizar um exame detalhado, na qual cada paciente deverá informar todos os dados sobre sua saúde geral.

Como fazer nos casos em que há pouco osso para fazer um implante ?

Existem inúmeras técnicas para se conseguir aumento ósseo em altura e espessura, e muitas delas realizadas através de enxertos utilizando-se osso do próprio paciente, osso bovino ou substitutos ósseos sintéticos. Os enxertos devem ser feitos previamente à instalação dos implantes, ou concomitantemente a estes. No primeiro caso deve-se esperar um período de 4 a 9 meses, para que ocorra a formação de osso maduro que permita o implante permanecer bem “travado” quando de sua colocação.

Em que momento do tratamento se pode fazer o implante odontológico?

Após a análise clínica e radiográfica (rx panorâmico e tomografia computadorizada) e moldagens de estudo, procede-se ao planejamento do tratamento que definirá o momento oportuno para a colocação dos implantes dentários, bem como outros tratamentos.

Dói para colocar implantes? Como é o pós operatório?

Não há dor. Uma vez que o paciente esteja sob anestesia local, não haverá dor. Caso haja algum incômodo, administra-se mais anestésico local para eliminar qualquer vestígio de incômodo. O pós operatório das cirurgias de implante dentário costuma ser bom, sendo que na maioria dos casos o paciente não sente dor devido à ação dos potentes medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. É certo que ocorre edema (inchaço) após a cirurgia, porém este inchaço sempre será proporcional à extensão do procedimento cirúrgico e à resposta tecidual de cada pessoa.
Como administrar o medo da cirurgia de implante dentário?

Grande parte das cirurgias de implante odontológico e enxertia óssea são tranquilas e realizadas em consultório, com anestesia local apenas. A maioria dos pacientes fóbicos superam seus anseios ingerindo um comprimido de ansiolítico, uma hora antes do procedimento. Para os casos de fobia extrema, pode-se realizar a cirurgia em hospitais ou clinicas especializadas, sob anestesia geral ou sedação endovenosa. Por isso, para pessoas com muito medo de uma cirurgia de implante dentário, é recomendado procurar por um especialista que saiba gerenciar devidamente todos os procedimentos.

Tempo para colocar a prótese sobre os implantes?

Depende do tipo e marca do implante utilizado, da condição óssea e da localização, maxila ou mandíbula.

A maior parte dos implantes comercializados no mundo, ósseo integram num período de 90 a 180 dias, porém existe uma única marca de implante suíço (Straumann) que possui um implante capaz de ósseo integrar em apenas 21 dias, quando confeccionado em osso nativo.
Os implantes odontológicos sofrem rejeição?

Tanto os implantes confeccionados no metal titânio , como os modernos implantes de zircônia, um tipo de cerâmica extremamente duro, são biocompatíveis com os tecidos ósseo e gengival. Assim, implantes dentários não sofrem rejeição do organismo.

Como todo procedimento que depende da resposta biológica de cada indivíduo, pode haver falha no mecanismo de ósseo integração, mas nunca por rejeição aos materiais. Porém essas falhas são muito baixas, da ordem de 2% a 3% dependendo da região e do tipo ósseo. Esses dados têm muito embasamento científico, uma vez que existem inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia e a durabilidade dos implantes dentários.
Quais cuidados devem ser tomados para que os implantes dentários tenham maior duração?

Fazer a cirurgia e colocação do implante com profissional que tenha formação para isto e utilize bons materiais.

Executar ás próteses sobre os implantes de forma correta e utilizar materiais adequados à cada caso (porcelana, zircônia ou resina).

Fora os cuidados com a parte técnica, é fundamental que os pacientes executem de maneira detalhada a higiene bucal, com escovas interdentais para implantes, fio dental e escovas dentais.
Podem existir complicações relacionadas aos implantes?

Assim como os dentes podem ser afetados pela doença periodontal (periodontite), caracterizada pela reabsorção óssea ao seu redor com consequente perda do elemento dental, os implantes também podem ser afetados por este mesmo processo de reabsorção óssea, chamado periimplantite, ocasionando a sua perda.

Tanto a periodontite como a periimplantite possuem várias etiologias (causas), como a genética (hereditária e/ou adquirida), fumo, má higiene das próteses e implantes, próteses com adaptação inadequada, hiperfunção dos músculos mastigatórios (bruxismo ou apertamento dental), diabetes, e, não menos importante, a falta de assiduidade do paciente em visitas regulares ao dentista!

3 - CIRURGIAS A NIVEL HOSPITALAR

O Dr. Eron pela formação que tem, experiência na área da Cirurgia Buco Maxilo Facial a mais de 20 anos, trabalha nos três hospitais da cidade ( Hospital São José, Hospital São e Hospital Unimed).

3.1 - Cirurgia de Traumatismos e fraturas de face

O que é?
O traumatismo na região da face pode afetar tanto a pele, gordura, músculos, nervos, como fraturar os ossos. Nos casos mais graves pode estar associado a dano cerebral.

Como se adquire?
No nosso meio a causa mais freqüente de fraturas e ferimentos faciais graves ainda é o acidente automobilístico. Outras causas incluem ferimentos por arma de fogo, agressões, acidentes domésticos (quedas em escadas, jardins, colégio, praça, etc.), acidentes no trabalho e trauma esportivo. Os segmentos da população mais afetados são os adolescentes e os adultos jovens.

O que acontece?
Na face as lesões podem levar a perda de sensibilidade na pele, cicatrizes anti-estéticas, retrações, alteração na visão (fraturas que envolvam a órbita), dificuldade na respiração, paralisia facial, má-oclusão e perdas dentárias. Os ossos mais freqüentemente afetados são o nariz, a mandíbula, o zigoma (maçã do rosto), a maxila e as órbitas (ossos em volta dos olhos).

Como se previne?
A prevenção de acidentes é um dos temas que mais atenção tem recebido nos últimos anos. A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e a presença do "air-bag" diminuiu consideravelmente tanto o número como a gravidade das lesões craniofaciais nos acidentes automobilísticos. Portanto, usar o cinto de segurança é fundamental. Em contrapartida as vítimas de violência pessoal tem aumentado. O uso de equipamentos de proteção adequados na pratica esportiva e a obediência das normas de segurança no trabalho são outras medidas preventivas eficazes.

Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pelo exame clínico dos ferimentos e, nos casos de suspeita de fratura, fundamentalmente pela tomografia computadorizada. Nos ferimentos da pele deve-se examinar também a movimentação e a sensibilidade facial. É importante sempre procurar ajuda em um centro especializado para não deixar que lesões ocultas fiquem sem diagnóstico.

Como se trata?
O primeiro passo no tratamento é garantir a vida do paciente, excluindo ou tratando possíveis lesões vitais. A maioria dos ferimentos na pele pode ser tratada com anestesia local, limpeza exaustiva da lesão e sutura nas primeiras horas após o trauma.
Uma análise clínica e laboratorial pré-operatória é fundamental para estabelecer as condições do paciente para submeter-se a um procedimento anestésico-cirúrgico e avaliar o seu risco.
As fraturas devem ser tratadas sob anestesia geral e, na maioria das vezes, o procedimento deve ser realizado entre 3-7 dias após o trauma. Os ossos quebrados são restaurados utilizando-se, geralmente, uma fixação com mini ou microplacas e parafusos de titânio. Este material é resistente, maleável e muito bem tolerado pelo organismo.
A permanência no hospital e a evolução pós-operatória variam segundo a gravidade dos ferimentos. Nos traumas faciais sempre haverá bastante inchaço e hematomas nas áreas afetadas, que persistirão por algumas semanas.
É certo que o melhor momento para restabelecer o posicionamento correto do esqueleto é neste primeiro momento, apesar de que em traumas graves não é incomum ser necessário mais de uma intervenção para melhorar o resultado.

3.2 - Cirurgias de lesões ósseas com ou sem enxertos ósseos.

3.3 - Cirurgias Ortognáticas (estéticas e funcionais)

A cirurgia ortognática é o tratamento para pacientes que possuem deformidades envolvendo o esqueleto facial e os dentes. Quando não é possível resolver o caso somente com o tratamento ortodôntico, uma vez que o problema está no excesso ou falta de crescimento do esqueleto facial e não somente na posição dos dentes, então se faz necessária a cirurgia ortognática.
Qual a origem das alterações?
Essas deformidades podem ter origem nas Síndromes e Anomalias Específicas (fatores teratogênicos,fatores embriológicos, microssomia hemifacial, Treacher Collins, fissuras faciais, crânio-sinostoses, Pierre Robin...), distúrbios de crescimento após o nascimento, trauma facial, problemas musculares e hormonais ou de origem genética quando existe algum familiar com as mesmas características.
E comum ocorrer o paciente ter a mandíbula grande representando o prognatismo mandibular como as fotografias da paciente abaixo mostrando ante e após o tratamento. ( figuras 4; 5; 6; 7; 8; 9)

Quais os benefícios deste tratamento ortodôntico e cirúrgico?

Melhora da relação entre os dentes, músculos e esqueleto
Melhora da respiração
Melhora do posicionamento da musculatura do pescoço
Melhora do posicionamento da língua
Melhora da fonação e da articulação das palavras
Melhora da oclusão e da articulação temporomandibular
Melhora da mastigação e da digestão
Melhora no relacionamento social
Quais podem ser as fases do tratamento?
Exodontia dos dentes do siso deve ser no mínimo avaliada antes da montagem do aparelho ortodôntico
Montagem do aparelho ortodôntico fixo – o tratamento ortodôntico pode levar de 8 a 24 meses antes da cirurgia para deixar os dentes em uma posição adequada
Cirurgia Ortognática (ainda com o aparelho de ortodôntico nos dentes)
Trinta dias de recuperação (sem esforço físico, sem esporte e sol)
Retorno ao tratamento ortodôntico de 30 a 60 dias após a cirurgia para melhorar definitivamente a posição dos dentes
Controles periódicos com o cirurgião
O tempo do Tratamento depende do grau de dificuldade do tratamento ortodôntico

Como a cirurgia é realizada?
A cirurgia é realizada no Hospital sob anestesia geral, mas antes é realizado o preparo do paciente com todos os exames necessários. O paciente é internado na manhã da cirurgia em "jejum absoluto" (não pode comer nenhum tipo de alimento nem tomar água nas 10hs antes da cirurgia) e dependendo do porte a cirurgia o paciente recebe alta hospitalar à noite ou na manhã do dia seguinte. A cirurgia é realizada totalmente por dentro da boca, não deixando cicatriz na face!

Existe dor após a cirurgia?
Não! O esqueleto é fixado com mini-placas e parafusos de titânio não permitindo micromovimentação dos ossos havendo ausência da dor. Haverá muito inchaço no rosto o que é normal e a partir do 4º dia começa a diminuir.

A boca fica amarrada? O osso fica fixado?
Não! Antigamente, era utilizado “fio de aço” para unir os ossos e devido a sua instabilidade era necessário manter a boca sem movimentação amarrando os dentes do paciente rigidamente por 30 ou 60 dias com fios de aço. Com o novo sistema de Fixação do Esqueleto com mini-placas e parafusos de titânio, o paciente sai da cirurgia e recebe alta hospitalar sem estar com a boca amarrada. Após quatro dias, inicia o uso de elásticos no aparelho ortodôntico que o próprio paciente coloca e retira em casa.

Quais são os cuidados Pós Cirúrgicos?
Dieta - "30 dias sem alimentos sólidos!” Durante 30 dias o paciente poderá comer alimentos líquidos e pastosos não podendo mastigar nada sólido. Deverá alimentar-se de sucos, vitaminas, sopas, caldos e cremes. A regra é a seguinte: o paciente por 30 dias pode comer "doces, salgados e até pedra desde que esteja batido e coado".
Cuidados Físicos - "30 dias sem esforço físico!” Normalmente, nos primeiros 15 dias, o paciente fica somente em casa. Praticamente, o seu único contato externo é com o seu cirurgião. Após 15 dias, é possível até freqüentar escola, pois o inchaço no rosto já diminuiu muito. Entretanto, durante os 30 primeiros dias após a cirurgia, o paciente não deve realizar nenhum esforço físico maior sendo aconselhável andar no banco traseiro do carro. Tampouco deve expor-se ao sol e manter-se afastado de esportes coletivos ou de riscos por 90 dias.

3.4 - Expansão (Disjunção) rápida de Maxila

A Expansão Rápida da Maxila, ERM ou Disjunção Palatina, tem por objetivo provocar a separação da sutura palatina mediana, ou seja as duas metades do osso que formam o palato (céu da boca). Ampliando assim o tamanho da cavidade bucal ganhando espaço para encaixar os dentes, descruzando a mordida, melhorando o perfil da face do paciente e até a respiração.

Melhora a respiração?

Isso mesmo, se pararmos para pensar é bem simples de entender isso ! O palato (céu da Boca) é o mesmo osso que forma o assoalho do nariz, funciona como um apartamento onde o teto do vizinho de baixo é o piso do apartamento de cima. Com a ERM o osso se separa e o ar entra com mais facilidade pela cavidade nasal. Em muitos casos é o fim do ronco das crianças.

Qual aparelho é utilizado para realizar esta expansão?

O aparelho utilizado é chamado disjuntor, e existem vários tipos deles; Haas, Hirax e Macnamara. Todos levam o nome de quem os inventou. Minha preferência é pelo disjuntor de Hirax,(imagem 1 e 2) por ser mais fácil de higienizar e mais confortável; mas isso pode variar em cada caso. O disjuntor pode também ser associado em alguns casos com aparelhos acessórios como o AEB e a Mascara de Petit.

Como funciona o aparelho?

Após toda fase de confecção do aparelho, ele será cimentado nos dentes (imagem 3) e os pais serão orientados de como ativa-lo. Esse aparelho causa a separação do palato e dos dentes da frente (imagem 4 e 5) em aproximadamente 7 dias. E devera permanecer na boca por um período aproximado de 6 meses para uma correta cicatrização do osso.

DOR !!!!!!!

Quando o tratamento é feito em idade prematura, ou seja até os 14 anos, o paciente sente uma pressão como a do aparelho ortodontico normal, e normalmente acorda com os dentes anteriores separados, sinal da disjunção palatina.

Em caso de pacientes adultos, às vezes, esta abertura se torna difícil e, então,terá que fazer a correção por meio da cirurgia. Por este motivo é que as mordidas cruzadas são corrigidas assim que a criança aceite o tratamento!

Higienização!

Como o aparelho fixo normal, vamos precisar de uma escova macia, uma escova unitufo e interdental, fio dental e uma seringa de injeção, para auxiliar com um jato de água na limpeza do disjuntor.

3.5 - Enxertos ósseos para Implantes dentários em hospital

ENXERTOS ÓSSEOS

A reconstrução da maxila e mandíbula com grande reabsorção óssea com enxertos é a técnica de eleição por sua previsão e alto índice de êxito.Existem diversas técnicas que podem ser empregadas para maximizar a quantidade e qualidade do osso maxilar e mandibular e assim proporcionar a reabilitação com implantes dentários a todos os pacientes.
A ausência de altura óssea necessária para a colocação do implante que melhor se adapte ao caso da reabilitação, bem como a espessura óssea insuficiente podem ser readequadas com técnicas de regeneração óssea guiada (RGO), enxertos ósseos particulados ou em bloco, autógenos (do próprio paciente) ou de Banco de osso, utilização de biomateriais ou distração osteogênica. A regeneração óssea guiada é utilizada em pequenas reconstruções localizadas ou ao redor dos implantes, simultaneamente à colocação dos implantes, com osso particulado do próprio paciente ou biomateriais e membranas.
Enxertos ósseos em bloco são realizados previamente à colocação dos implantes, para reconstruções maiores, podendo este enxerto ser removido de sítios intrabucais ou extrabucais ou com osso de Banco. Enxerto aposicional (ONLAY) é a sobreposição de um bloco ósseo fixado através de parafusos em uma área deficiente.
Enxertos interposicionais são colocados entre segmentos ósseos que foram osteotomizados (“cortados”) pelo cirurgião, existe ainda a colocação de enxertos em cavidades (seio maxilar, defeitos localizados perfurações ósseas existentes), que são chamados de enxertos (INLAY).
A escolha da técnica depende do objetivo proposto em cada casoA distração osteogênica é uma técnica de “alongamento ósseo” e necessita de maior tempo e aparatos específicos, necessária em casos de grande deficiência óssea, normalmente após traumas. É importante frisar que em casos de reconstrução os resultados estéticos devem ser bem planejados, podendo ser limitados, dependendo da análise individual de cada caso.

OBTENÇÃO DO ENXERTO

Os enxertos podem ser removidos de áreas doadoras intrabucais ou extrabucais do próprio paciente. A escolha das possíveis áreas doadoras para reconstrução óssea depende, principalmente, do volume ósseo necessário e do tipo de defeito ósseo. Para pequenas e médias perdas ósseas as áreas intrabucais são suficientes, para reconstruções maiores são necessárias áreas doadoras externas.
Áreas doadoras Intrabucais são facilmente acessíveis via cirurgia ambulatorial (em consultório odontológico) com o uso de anestesia local, podendo ou não ser assistida com técnicas de sedação intravenosa ou sedação consciente com oxido nitroso e oxigênio, o que reduz o grau de ansiedade do paciente. As áreas intrabucais de remoção do enxerto mais utilizadas são a tuberosidade maxilar (região bem posterior na maxila) e o ramo mandibular, podendo-se também remover da região mentoniana da mandíbula (queixo).
Enxertos do tipo extrabucais necessitam normalmente de equipe cirúrgica multidisciplinar, sendo removidos sob anestesia geral, em ambiente hospitalar. As áreas utilizadas para remoção do enxerto são as Cristas do Ilíaco, tíbia e as Costelas (removidos com o auxílio de um Cirurgião geral ou ortopedista) ou da Calota Craniana (removido com o auxílio de um neurocirurgião). A crista ilíaca é mais preferível para a remoção de enxertos ósseos por fornecer maior quantidade de osso.Atualmente existe “Banco de Osso” onde se pode adquirir a quantidade óssea desejada para o enxerto. È osso humano que foi reprocessado por várias técnicas de controle de infecção e qualidade. È importante saber que estes ossos, devido ao reprocessamento, apresentam potencial osteogênico inferior ao osso autógeno, não sendo indicado em todos os casos podendo, no entanto ser associado a uma técnica de osso autógeno, o que diminuiria a quantidade de osso autógeno removido.